Sexta-feira, 20 de Maio de 2005
O que somos?
Somos suor e lágrimas,
restolho raso das LezÃrias
Somos vaus de mochões
bebedouros de choupos
e pouso de Cegonhas.
O que somos?
Alma nobre mas perdida
de um povo já sem norte
Somos farinha fina
de centeio velho.
O que somos?
Navegantes visionários
em naus de pinho e carvalho
Timoneiros gastos
na rota sem rumo
O que somos?
Somos todos diferentes,
mas todos iguais!
Jorge Assunção
2005 / 05 / 20
in D'Alfange
Dedicado ao Carlos Tavares
de O MICRÓBIO
Jorge, não sou dos que derreto facilmente e sou muito frio quando tenho de reagir a este género de situações a que eu chamo de "embaraçosas" (não confundir com o termo similar de origem castelhana... nesta altura terá mais a ver com a Letizia)... agradeço-te imenso esta tua dedicatória e espero muito sinceramente que consigas ultrapassar esta tua fase na vida. É nestas alturas que nós chegamos à conclusão que "não somos nada" e, por vezes, ainda menos do que isso! Um grande abraço
Carlos, o meu Avô dizia-me que é nas alturas de atrapalhação, que vem ao de cima a verdadeira fibra do ser Humano. Forte Abraço
Somos diferentes, e é nessas diferenças que nós nos fazemos...Por isso somos sempre algo, nem que seja a diferença...Belo poema, linda dedicatoria...Um beijo doce
MissLadyMystery, da diferença nasce a evolução, certo? ;) beijoka
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